Tempestade elétrica na cardiopatia chagásica: ablação epicárdica e diagnóstico diferencial com CAVD – dr-mitermayer
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Tempestade elétrica na cardiopatia chagásica: ablação epicárdica e diagnóstico diferencial com CAVD

manage-system-user 20 de October de 2026
Tempestade elétrica na cardiopatia chagásica: ablação epicárdica e diagnóstico diferencial com CAVD

O caso clínico foi apresentado pelo Dr. Mitermayer Reis Brito durante o 9th Annual International Symposium on Catheter Ablation Techniques (ISCAT 2012) — The Fibrillating Heart, realizado entre os dias 24 e 26 de setembro de 2012, em Paris, França. A apresentação abordou o tratamento da tempestade elétrica na cardiopatia chagásica crônica por meio de ablação epicárdica e os desafios do diagnóstico diferencial com a cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito (CAVD).

A tempestade elétrica é uma manifestação grave de arritmia ventricular que pode ocorrer em pacientes com cardiopatia chagásica crônica. O caso descreve um paciente de 26 anos, com doença de Chagas, que apresentou episódios recorrentes de taquicardia ventricular sustentada, mesmo após tratamento medicamentoso, implante de cardioversor-desfibrilador (CDI) e ablação endocárdica.

Diante da recorrência das arritmias e das tempestades elétricas, foi realizada uma ablação epicárdica por radiofrequência, guiada por mapeamento eletroanatômico. O procedimento identificou e tratou o substrato arritmogênico na região anterolateral do ventrículo direito. Durante nove anos de acompanhamento, o paciente permaneceu sem novos episódios de taquicardia ventricular ou terapias do CDI, mantendo tratamento farmacológico.

O caso também destaca a importância do diagnóstico diferencial entre a cardiopatia chagásica crônica e a cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito (CAVD), devido à semelhança de determinados achados eletrocardiográficos. A evolução clínica e os exames complementares favoreceram o diagnóstico de cardiopatia chagásica, embora a coexistência de CAVD não tenha sido definitivamente excluída.

O relato evidencia a relevância da ablação epicárdica no controle de arritmias ventriculares recorrentes associadas à doença de Chagas, especialmente após insucesso da abordagem endocárdica, sem permitir generalizações a partir de um único caso clínico.


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