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Síndrome de Wolff-Parkinson-White: estudo avalia fatores associados à fibrilação atrial em pacientes assintomáticos

manage-system-user 24 de October de 2026
Síndrome de Wolff-Parkinson-White: estudo avalia fatores associados à fibrilação atrial em pacientes assintomáticos

O Dr. Mitermayer R. Brito participou do Venice Arrhythmias 2011 — 12th International Workshop on Cardiac Arrhythmias, congresso internacional realizado de 9 a 12 de outubro de 2011, em Veneza, na Itália, com a apresentação de um pôster científico intitulado “Risk Factors to Atrial Fibrillation Induction in Asymptomatic Wolff-Parkinson-White Patients – Comparison to Control Group”, desenvolvido em parceria com pesquisadores da equipe de Eletrofisiologia e Arritmias Cardíacas do Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte.esquisa com participação do Dr. Mitermayer R. Brito analisou características clínicas e eletrofisiológicas relacionadas à indução de fibrilação atrial em pacientes com síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Wolff-Parkinson-White e fibrilação atrial

Na síndrome de Wolff-Parkinson-White, a presença de uma via elétrica acessória pode estar relacionada à ocorrência de arritmias. De acordo com o trabalho, a fibrilação atrial nesses pacientes pode estar associada a manifestações como síncope e, em determinadas situações, fibrilação ventricular.

Os autores destacam também que os mecanismos envolvidos na indução da fibrilação atrial em pacientes com WPW ainda apresentam aspectos controversos, especialmente entre aqueles considerados assintomáticos. Poster Veneza

Como o estudo foi realizado

A pesquisa teve caráter prospectivo e buscou avaliar possíveis fatores de risco para indução de fibrilação atrial, além de características clínicas e eletrofisiológicas de pacientes com WPW assintomático que apresentaram fibrilação atrial associada à síncope ou morte súbita como primeira manifestação clínica.

Para comparação, foi utilizado um grupo controle constituído por 20 pacientes sintomáticos com síndrome de WPW. Poster Veneza

Entre 321 pacientes diagnosticados com WPW, foram identificados 15 pacientes, correspondentes a 4,6% do total, que eram considerados assintomáticos antes da primeira manifestação clínica. A idade média desse grupo era de 34,8 anos.

Em 13 desses pacientes, a primeira manifestação relatada foi fibrilação atrial associada à síncope. Em dois casos, foi registrada morte súbita. Poster Veneza

O que foi observado no estudo eletrofisiológico

Durante o estudo eletrofisiológico, a fibrilação atrial foi induzida em cinco pacientes do grupo com WPW assintomático.

Em três deles, a fibrilação atrial ocorreu após taquicardia por reentrada atrioventricular (AVRT). Nos outros dois, ocorreu após estimulação atrial progressiva, associada ao uso de isoproterenol.

Entre esses cinco pacientes, quatro eram homens. O estudo também identificou características relacionadas à localização da via acessória e ao seu período refratário efetivo. Poster Veneza

No grupo controle, formado pelos 20 pacientes sintomáticos, a fibrilação atrial foi induzida em oito pacientes. Em seis deles, após AVRT, e em dois após estimulação atrial progressiva associada ao isoproterenol. Poster Veneza

Um dado importante do estudo foi que não houve indução de fibrilação ventricular em nenhum dos dois grupos avaliados. Poster Veneza

Principais conclusões

Entre os pacientes com WPW assintomático avaliados no estudo eletrofisiológico, a fibrilação atrial foi induzida em 33,3% dos casos, ocorrendo no grupo estudado em homens e em pacientes de maior idade.

Os autores observaram ainda associação estatística, no grupo assintomático, com fatores como idade, período refratário efetivo da via acessória, estimulação atrial progressiva e taquicardia por reentrada atrioventricular. No grupo sintomático, AVRT e estimulação atrial progressiva foram os fatores que apresentaram significância estatística. Poster Veneza

Ao final, o trabalho levanta uma questão relevante para a investigação eletrofisiológica: a vulnerabilidade atrial à fibrilação atrial poderia depender de fatores intrínsecos que nem sempre são reproduzidos durante o estudo em laboratório, além de poder sofrer influência dos efeitos da anestesia. Poster Veneza

Pesquisa científica em arritmias cardíacas

O trabalho integra a produção científica da equipe de Eletrofisiologia e Arritmias Cardíacas do Hospital Madre Teresa, contribuindo para a investigação das características clínicas e eletrofisiológicas de pacientes com síndrome de Wolff-Parkinson-White e para a compreensão das diferenças observadas entre pacientes sintomáticos e assintomáticos.

A participação do Dr. Mitermayer R. Brito e dos demais pesquisadores em trabalhos apresentados em eventos científicos nacionais e internacionais também reflete a atuação do grupo na pesquisa e discussão de temas relacionados às arritmias cardíacas e à eletrofisiologia.


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